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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Alho - Conheça suas propriedades.


Veja acima a matéria do Jornal Hoje - Rede Globo do dia: 30/03/2010

É bem antigo o conhecimento de suas virtudes medicamentosas. Registros assinalam o seu uso entre os egípcios no tratamento da diarréia e entre os gregos antigos para a obtenção da cura de doenças intestinais e pulmonares. Louis Pasteur, cientista francês, criador da técnica de pasteurização, em 1858, relatou a atividade antibacteriana do alho, até hoje confirmada. Pesquisas laboratoriais atestaram que o extrato fresco do alho inibe o crescimento de 14 espécies bacterianas, entre elas: Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Stafilococcus aureus, Salmonella typhimurium e Helicobacter pylori que é causadora de úlceras gástricas e duodenais e câncer gástrico.

Estudos realizados na China concluíram que quem se alimenta com mais alho apresenta menor risco de ter câncer do estômago. Já o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos da América do Norte confere posição de destaque ao alho, entre os primeiros lugares, como possível alimento protetor contra o câncer, principalmente o gástrico.

O alho é rico em vitaminas C e B e colina. São também encontrados em sua composição os minerais, cálcio (Ca), Magnésio (Mg), Ferro (Fe), Cromo (Cr) , Fósforo (P), e os antioxidantes, zinco (Zn) e Selênio (Se).

Aqui estão algumas ações terapêuticas do alho que poderiam ser de uso mais eficaz, caso a classe médica dedicasse maior atenção a esse medicamento natural, tão presente nas cozinhas e ausente dos hospitais e consultórios, totalmente desprezado nos prontuários e receituários médicos:

Combate as infecções bacterianas, viróticas e fúngicas; gastrenterites, gripes, bronquites, afecções de pele, herpes simples e etc.; Ajuda no aumento em questão de impotência sexual masculina assim como aumenta o apetite sexual. Em diabéticos reduz a glicemia; Ativa a tireóide, combatendo o hipotireoidismo e melhora o funcionamento digestivo gástrico, hepático e intestinal. Atua no sistema imunológico, melhorando as defesas do organismo, reduzindo a fadiga, estresse, depressão e ansiedade; Reduz o processo inflamatório nos infartados cardíacos; É diurético, reduzindo a pressão sanguínea quando empregado no tratamento da hipertensão arterial; É ativo contra diversos parasitas e vermes intestinais quando empregado em forma de supositórios e clisteres em crianças.
As pessoas obteriam significativos benefícios caso ingerissem uma ou duas cápsulas diárias de óleo de alho, fortalecendo, no conjunto, o sistema imunológico e reduzindo a suscetibilidade a doenças e mal-estar.

Infelizmente, mesmo sabendo das benesses do alho, a maioria das pessoas se recusam a por alho em suas dietas. O principal motivo é do odor que exalamos quando ingerimos o alho.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os benefícios da pimenta

Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta, tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes.

Segundo o médico homeopata Marcio Bontempo, autor do livro Pimenta e seus Benefícios à Saúde, além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer.

Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose.

Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.

DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE


Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores.


Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.


Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.


Enxaqueca - Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.


Esquistossomose - A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.


Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada.


Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.


Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com pimenta para uso tópico.


Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.


Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.


Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.


Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.


Reumatismo, artrite e artrose - Recomenda-se a aplicação de compressas quentes ou frias nas articulações, feitas com 250 gramas de pimenta vermelha socada e misturada a uma pasta de purê de inhame. Use uma vez ao dia até a melhora.

RECEITAS COM PIMENTA


Pimenta no Azeite de Oliva


1 xícara (chá) de azeite de oliva extravirgem

2 dentes de alho picados

1 colher (chá) de suco de limão

pimentas selecionadas à sua escolha


Retire as sementes e os talos das pimentas. Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Coloque as pimentas em um vidro de conserva, deixando um espaço livre de 2 cm. Aqueça 1 xícara (chá) de azeite a 300o C. Enfie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco. Despeje o azeite quente lentamente, para que penetre. Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cm da boca e tampe bem firme. Deixe esfriar naturalmente. Conserve na geladeira.


Conserva Básica de Pimenta


Pimentas selecionadas de sua escolha

2 copos de vinagre branco

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de sal


Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar, levando essa mistura para ferver por dois minutos. Faça o branqueamento das pimentas cozinhando-as no vapor, sem que fiquem muito moles. Coloque-as num vidro esterilizado e jogue a calda quente por cima. Deixe esfriar, tampe e conserve na geladeira.